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Edição de 03-02-2010

Arquivo: Edição de 30-01-2008

SECÇÃO: Entrevista

“Tomada de posse servirá para medir o pulso com quem me vou dar bem”

Marco Loureiro aponta objectivos do mandato à frente da AAG

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A Associação Académica da Guarda foi recentemente a eleições e Marco Loureiro venceu sem encontrar adversários à boca das urnas. A liderar uma lista única que pretende “mudar” a imagem da academia junto dos estudantes e da sociedade em geral, existem vários projectos e lutas para travar, que devem começar a dar frutos muito em breve.

Marco Loureiro é aluno do curso de Animação Sócio-cultural e vai dirigir os destinos da Associação Académica da Guarda (AAG) durante o próximo ano. Neste mês de Fevereiro toma posse.

Nova Guarda: Venceu em Janeiro as eleições para presidente da AAG, na sombra de que havia uma segunda lista candidata que não foi a votos. Sente-se confiante para cumprir o mandato?

Marco Loureiro: Em primeiro lugar é bom que fique já bem patente, que esta última Assembleia Geral de Alunos (AGA) [realizada alguns dias depois das eleições], até por uma questão de eu ter a minha consciência totalmente tranquila, foi clara, foi legitima, os estudantes reforçaram mais uma vez, que o acto eleitoral foi totalmente legal, e também reforçaram mais uma vez o apoio à nossa candidatura e à nossa vitória.

Partindo daí, e assumindo desde já, sendo o presidente deles e não podendo esquecer que isto é uma equipa e que vamos trabalhar em equipa, acreditamos que rapidamente iremos tomar posse, pois quanto mais rápido for, melhor para os estudantes.

NG: Quais são os primeiros objectivos a concretizar?

ML: Antes de tudo será preciso limpar a casa, fazer o levantamento do que achamos que está mal lá dentro e partir para o cumprimento das promessas que fizemos no caderno eleitoral.

Uma das primeiras coisas a fazer é sentarmo-nos a uma mesa com o senhor director da Acção Social, e exigir que se estude rapidamente a forma das cantinas abrirem ao fim-de-semana. É uma das coisas que quero ver resolvidas, obviamente pesaremos os pós e os contras, mas vou já dizendo que os estudantes não vão facilmente retirar uma vírgula nesta negociação.

Outra luta que prevejo que será mais fácil, e acho que é uma questão de bom senso por parte de toda a comunidade escolar, e por parte dos órgãos dirigentes e administrativos do nosso Instituto, é o alargamento do horário de funcionamento da biblioteca do IPG, que encerra às 22 horas quando há estudantes que terminam as aulas às 21 horas, o que não possibilite praticamente tempo algum para o estudante fazer as suas pesquisas. Estas serão as duas primeiras batalhas que queremos travar.

NG: E a publicação “O Grito”, vai avançar?

ML: Já estamos neste momento a trabalhar, apesar de ainda não termos tomado posse, e quero acreditar que a primeira edição possa surgir, o mais tardar, dentro de dois meses. Uma edição projecto, para que depois, no inicio do ano lectivo, possa ser lançado uma vez por mês.

Qual a relação que espera ter com a presidência do Instituto e das diversas escolas do IPG?

O primeiro dia em que vamos medir como é que essa situação vai ficar, será na nossa tomada de posse. Seguirá os protocolos normais, serão enviados os convites às diversas entidades para estarem presentes, e irei logo aí poder medir, com quem é que me vou dar melhor e com quem é que me vou dar menos bem. A minha intenção é esquecer tudo o que vem detrás, porque tem que ser assim, agora, mediante depois o decorrer do mandato, vamos ver, podemos não ter a receptividade de alguns órgãos que depois passaremos a ter.

NG: Mas que relação espera com o Presidente do Instituto?

ML: Eu espero que seja boa, porque é bom que fique frisado, e eu tenho dito nos últimos tempos, o IPG só funciona com alunos e há algumas pessoas que ainda não perceberam que são os estudantes que mandam no IPG. As pessoas que coordenam o Instituto, podem ser presidentes, podem ser coordenadores, e podem estabelecer as regras para o bom funcionamento da instituição, mas que não se esqueçam, que a última palavra está nos estudantes.

NG: A situação do Novo Regime Jurídico que vai afectar Universidades e Politécnicos é um tema que também preocupa os estudantes?

ML: Nós mais cedo ou mais tarde vamos querer saber se vai haver ou não, uma Fundação aqui, no Instituto Politécnico da Guarda. Queremos saber rapidamente uma opinião dos órgãos do IPG. A AAG vai também a seu tempo dar um parecer, sobre o que é melhor e o que não é melhor. Agora uma coisa é certa, nós nestes temas concretos, vamos estar atentos, uma coisa que a nosso ver, não acontecia antes. E aqui marcamos logo pela diferença, porque todo este género de alterações estatutárias no ensino superior, vamos dar conhecimento aos estudantes.

NG: Que outras lutas é que se podem travar?

ML: Nós temos sempre várias lutas para travar. Bolonha está a fazer com que mais estudantes venham para o Ensino Superior, agora, não basta pedir propinas aos alunos, é preciso criar condições para que os estudantes venham para cá, e os estudantes só escolhem esta instituição se virem que a acção social funciona verdadeiramente. Não estou apenas a falar nos subsídios que poderão vir a receber, é preciso ter em atenção os serviços das cantinas e os transportes, onde é preciso haver uma maior articulação com a empresa rodoviária que faz o serviço com o Instituto. Esta rampa que é feita todos os dias torna-se cansativa, e é preciso haver mais autocarros a passar pelo IPG.

NG: Quanto à dinamização da sede da AAG?

ML: É vergonhoso que em dois anos e meio aquele edifício esteja todo degradado. E não são só os estudantes que o estragam, a culpa é muito de quem o construiu, e naquele caso, fê-lo com defeitos. É inadmissível que actualmente quando chove, chova por todos os cantos daquela instituição, as paredes estão todas negras, com várias rachas. Outros problemas passam também pelo sistema de segurança que não funciona e as portas de saída de emergência estão fechadas com loquetes (cadeado).

A Associação vai ter de falar com o Gabinete Técnico do IPG, que fez a fiscalização da obra.

NG: E as festas dos estudantes. Estes podem contar com mais dinamismo e mais iniciativa?

ML: Farei questão de mostrar o que é uma boa Semana Académica e Semana do Caloiro, e não serão três dias, é uma semana, porque senão mudo-lhe o nome. Se for para ter um fim-de-semana, cria-se o Fim-de-semana do Caloiro, ou o Fim-de-semana do Enterro do Pinguim.

Se for para ter menos de seis dias, não realizo, mas sei que vai ser possível, é uma questão se saber investir o lucro que dá esta associação.

Por: José Paiva

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