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Edição de 01-09-2010

Arquivo: Edição de 30-07-2008

SECÇÃO: Guarda

Próximas edições vão procurar simular situações mais reais

Robô-bombeiro poderá estar no terreno dentro de cinco anos

Os responsáveis do Departamento de Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Politécnico da Guarda esperam colocar no terreno, numa situação real de combate a incêndio, um robô que, conjuntamente com os bombeiros, ajude a apagar as chamas. Este é um dos objectivos com que culminou, no passado sábado, a 6ª edição do Concurso Robô-Bombeiro, realizada na Guarda, e onde participaram cerca de 20 equipas de todo o País.

Com uma evolução que se nota de ano para ano, o Pavilhão de S. Miguel da Guarda, voltou a acolher a “arena” onde vários robôs estiveram em competição, para mostrar as capacidades de, numa situação real, intervir num incêndio.

O Concurso Robô-Bombeiro permitiu que perto de uma centena de estudantes, do ensino secundário e superior, mostrassem as suas capacidades na área da robótica, aliadas à missão dos “soldados da paz”.

A iniciativa, que já vai no sexto ano, tem vindo a evoluir positivamente, também pela exigência criada. Carlos Carreto, do Departamento de Informática da ESTG refere que todos os anos são introduzidos novos desafios na competição, com o objectivo de tornar as provas mais difíceis para obter robôs mais sofisticados.

Segundo contou Carlos Carreto “estes robôs são protótipos de laboratório” mas que mostraram que se podem construir robôs que “apagam incêndios”. “Queremos construir robôs mais perto da realidade” revelou o docente, para que as próximas edições, na zona da “arena”, onde actuam os robôs, existam casas semelhantes com a realidade procurando que os robôs lidem com situações “mais reais”. Apesar de Carlos Carreto não falar, neste momento, em robôs totalmente autónomos espera que “dentro de pouco tempo” seja possível ter junto das Corporações de Bombeiros robôs tele-operados.

Actualmente, o problema que afecta o desenvolvimento dos protótipos que têm vindo a ser apresentados é “a falta de financiamento” admitindo que apesar de já uma vez de lhes ter sido recusado o apoio espera que seja possível candidatar um projecto a financiamento estatal. Na Guarda e Covilhã já existem Corporações disponíveis para “acolher” um exercício com a implementação do Robô-Bombeiro, ate porque, como acreditou o responsável Carlos Carreto “eles [bombeiros] é que sabem das necessidades e onde é que o robô lhes pode ser útil”.

No concurso Robô-Bombeiro deste ano, que se realizou no Pavilhão de São Miguel da Guarda, participaram alunos de escolas secundárias e de ensino superiores da Guarda, Covilhã, Fundão e Leiria e, pela primeira vez, da Universidade de Aveiro e da Faculdade de Engenharia do Porto.

Por: José Paiva

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